Participar de uma feira internacional, para quem leva o desenvolvimento de negócios a sério, é algo diferente, expõe o empresário e investidor Renato de Castro Longo Furtado Vianna, que ainda alude que é uma janela aberta sobre tendências que ainda não chegaram ao mercado local, um ambiente onde o currículo é definido pelo que está acontecendo agora.
O que se aprende num evento como a Milipol, em Paris, ou na DSEI, em Londres, não está nos catálogos dos estandes. Entretanto, está nas conversas nos corredores, nos encontros às margens do programa oficial, na percepção de onde o mercado global está se movendo antes que esse movimento chegue aos relatórios de consultoria.
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O que o networking internacional entrega que o local não consegue?
No ambiente doméstico, as mesmas referências e as mesmas limitações de visão circulam entre os mesmos grupos. Isto é, o contato com parceiros estrangeiros, fornecedores, compradores ou investidores introduz perspectivas que simplesmente não estão disponíveis no ecossistema local. Para quem atua em setores como defesa e segurança ou em operações de M&A com componente internacional, esse networking é parte da estratégia.
É tentador acreditar que videoconferências tornaram as viagens de negócios opcionais, mas a prática diz o contrário, especialmente em setores onde confiança e credibilidade institucional são determinantes. Segundo a experiência do empresário e investidor, Renato de Castro Longo Furtado Vianna no desenvolvimento de parcerias internacionais, o momento em que uma negociação se torna real quase sempre acontece fora da agenda formal, no jantar após as apresentações, no deslocamento entre reuniões, quando o interlocutor percebe que o outro lado está genuinamente ali.
Leituras de mercado que as feiras revelam
Eventos internacionais funcionam como sensores de tendências, informa Renato de Castro Longo Furtado Vianna. Nesse contexto, no setor de defesa e segurança, inovações em tecnologias de monitoramento e proteção de fronteiras costumam ser visíveis em feiras especializadas muito antes de se tornarem demanda nos editais governamentais. Para empresas que operam com licitações nessa área, chegar ao edital já conhecendo a solução e já tendo relações com os fornecedores é uma vantagem que muda o jogo.
Além disso, há uma visão estreita do comércio exterior que o reduz à exportação de commodities. A realidade é mais estratégica. Para empresas de médio porte em setores especializados, a internacionalização pode significar acesso a tecnologias não disponíveis localmente, joint ventures e aquisições que aceleram o crescimento de formas que o mercado doméstico não ofereceria. De acordo com a atuação de Renato de Castro Longo Furtado Vianna como empresário e investidor, identificar essas oportunidades exige leitura cuidadosa do contexto regulatório e relações de confiança construídas ao longo do tempo.

Tendência a ficar de olho!
Algumas das tendências mais relevantes para empresários brasileiros em setores especializados ainda chegam com defasagem significativa. A digitalização de processos de licitação, as novas exigências de compliance em contratos internacionais, tudo isso está em discussão avançada em outros mercados, enquanto aqui ainda se trata como pauta emergente.
Por isso, quem se mantém atualizado por viagens e eventos de referência tem condições de antecipar essas mudanças e se posicionar antes que elas se tornem pressão de mercado. Renato de Castro Longo Furtado Vianna conclui que a vantagem competitiva, nesse caso, é construída na estrada, literalmente! Em razão disso, se vê a necessidade de estar presente, buscar palestras, formações, entregar seu cartão e conhecer pessoas. Quanto mais você conhece, mais é possível ter ideias, encontrar novos fornecedores para suas vendas e conhecer as inovações do mercado.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

